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terça-feira, 8 de setembro de 2009

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Nas asas de um passarinho

Ouvi, por muito tempo, durante a faculdade, que vivemos em um mundo 2.0. Para muitos é dificil de entender, mas depois de passar 4 anos da minha vida sendo exposta a esse tema, nada é mais simples do que entender que vivemos em um mundo com muitas interações, onde a participação de todos na construção do meio é de extrema importância.


Está aí o twitter para comprovar isso. Essa famosa ferramenta, o tão falado exemplo de mídia social, é a perfeita tradução do mundo 2.0. As pessoas interagem, conversam, trocam informações, notícias, se atualizam. Você, que tem um twitter, quantas vezes ficou sabendo pela primeira vez de uma notícia pelo pseudo microblogging?

Aproveitando a interação, muitos famosos entraram na onda para tentar uma aproximação com seu público. Primeiro no exterior, onde o site estourou. Uma das pessoas mais seguidas do Twitter é o ator Ashton Kutcher, marido da sex symbol Demi Moore, famoso por filmes como "Cara, cadê meu carro?" e "Efeito Borboleta". Ashton conta sua vida, posta fotos intimas de sua mulher - para deixar com inveja qualquer paparazzi -, interage com o público e opina sobre assuntos, dos mais bizarros aos mais polêmicos. Ficou famoso o dia no Brasil em que o ator americano torcia com tupiniquins pelo twitter em um jogo Brasil X Eua.


Quando a ferramenta começou a fazer sucesso em águas nacionais, nossas celebridades decidiram que também queriam entrar na parada. Primeiramente, o twitter foi dominado por atores de stand-up, VJ's e afins - pessoas que já tinham aproximação com o público jovem e seus meios. Aos poucos, cantores, atores no geral, apresentadores, todos os tipos de famosos se increveram no site e foram pegos pelo vício do twitter.

Acontece que, vivemos em um país com um conceito um pouco deturbado de celebridade. Celebridade não necessariamente remete à uma pessoa celebre, que fez algo digno de aplausos. Celebridade é... bem, é qualquer pessoa que fez qualquer coisa que lhe rendeu 15 minutos de fama. Simples assim. E todos os tipos de celebridade, incluindo esse modo, vivem uma relação complicada com fãs e imprensa. Não conseguem se entender com o limite - ou não - que devem impor em sua vida. Não sabem o que dizer, quando dizer, como dizer, como agir, que hora quebrar a redoma e que hora se proteger. Ao se deparar com um mundo sem muros, sem redomas, seguranças, onde seu status só é importante para angariar um monte de seguidores e seu dinheiro é importante para absolutamente nada - excluindo o caso de você querer dar brindes para seus seguidores - nossos ilustres famosos não sabem como agir. Não sabem como agir sem a blindagem do empresário, do assessor, do segurança, do personagem.

Com isso, nos deparamos com famosos sem suas armaduras, pequenos frente a uma multidão e quase inocentes, sem saber como devem agir ou como esconder qualquer defeito que possa transparecer. O caso mais famoso, atualmente, é de Xuxa. A apresentadora, que assumiu a postura de rainha e se fechou em um conto com seu castelo e sua princesa, se assustou ao encarar, frente a frente, uma ferramenta na qual não podia censurar ou barrar comentários ofensivos - ou não - feitos a sua pessoa. No episódio da sena de Sasha, o que pesou não foi o erro de uma pré-adolescente. Mas sim a prepotência de uma mãe, que teve a capacidade de defender o problema - seja de digitação, de português, ou de qualquer outra coisa - de sua filha ignorando a importância de seus fãs e de sua lingua pátria. Afinal, declarar em tom de prepotência que sua filha foi alfabetizada em língua estrangeira e declarar que seus fãs não merecem conversar com ela ou sua cria, é no mínimo desdenhar aqueles que a acompanham e que, por um acaso do destino ou do país onde nasceram, foram alfabetizadas em... português!



A falta de jogo de cintura e o imenso ego de muitos famosos já detonaram outras discussões cibernéticas absurdas. Marcelo Tas já discutiu com Diogo Mainardi por causa de patrocínio em suas twittadas e levou o mesmo mote da discussão para umas alfinetadas virtuais com Luciano Huck, enquanto seu pupilo Danilo Gentilli já afetou muita gente com seus comentários irônicos. A última foi com Preta Gil, que já se desentendeu até com o google. Isso se pensarmos só nas celebridades tupiniquins mais seguidas e ignorarmos pitis de outras pessoas, como Adriane Galisteu, chorando as mágoas no twitter enquanto Dado Dolabella ganhava um milhão de reais no reality show A Fazenda, ou os denominados "Piratas do Twitter" (Junior Sandy, Marcos Mion, Repórter Vesgo, entre outros) que foram chorar para Ashton Kutcher ajuda em uma manifestação de sofá.


Enquanto nossos famosos não aprenderem que, para conversar com nós - reles mortais - basta agir como um reles mortal, saltos continuarão quebrando e nós continuaremos assistindo tudo de camarote. Afinal, nada como a política do pão e circo. E não adianta gritar por ajuda para titio @aplusk. Ele não é o Chapolim Colorado. Não poderá defender tanta gente.


4 comentários:

betinha disse...

adorei!! como fazemos pra mandar pros famosos???? hauhauahua

Carol disse...

Concordo muuuito!

A maioria passa tanto tempo dentro de suas bolhas, alheios ao que se passa no mundo "normal" que quando se depara em um local (mesmo que virtual) onde não há filtro para as opiniões que chegam até eles, ficam totalmente perdidos e só fazem, desculpa, merda!

val disse...

O que mais me deixa perplexa é que chamar a sasha de burra por escrever ¨sena¨ não pode.
Mas falar na cara da angelica que o luciano dela é feio, pode.

Tem dó....
valeria | 09.10.09 - 2:59 pm

é sem comentários....

Mokka disse...

Muito boa a tua visão sobre famosos e twitter :)