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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

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E o cinema nacional ainda vale a pena....

Você já parou para pensar por que os filmes brasileiros são quase monotemáticos? Em uma época na qual o cinema brasileiro vem com tudo, falta gêneros e títulos que agradem os jovens. Afinal, se besterol americano faz tanto sucesso aqui, por que não apostar no modelo brasuca?

Nesta sexta-feira estreia nos cinemas "Muita Calma Nessa Hora", filme com temática jovem, linguagem jovem, feito para jovens. Com um elenco que conta com humoristas de MTV à Zorra Total, o filme narra a trajetória de três amigas em "mini férias" na praia, e momentos diferentes na vida. Uma busca se livrar de vícios - homens e cigarros. Outra, se livrar da indecisão. A terceira - a que ocasiona a viagem - se livrar do karma de ter sido traída pelo noivo próximo ao casamento. No caminho cruzam com uma quarta, que busca (re)conhecer o pai. No fim, todas buscam se encontrar. Diferentes perfis que qualquer jovem se identificaria. O próprio filme define as personagens em seus "20 e poucos anos" - a tal extensão da adolescência.

Quase nos moldes de um especial de fim de ano da Globo, daqueles que faz você pensar "por que isso não vira um programa fixo?", "Muita Calma Nessa Hora" é um filme perfeito se você quer ir no cinema relaxar. Com ótima fotografia e um elenco equilibrado entre piadas sarcásticas e comédia pastelão - afinal, o filme tem a participação dos antigos Hermes e Renato -, "Muita Calma Nessa Hora" mostra que o cinema brasileiro sabe contar histórias além de miséria e violência. Para aqueles que sentem falta de uma produção nacional leve, está aí a dica. Vale lembrar que o filme literalmente agrada todos os públicos: não, você não vai precisar brigar com seu namorado quando Giane Albertoni aparecer desfilando de biquini. O filme conta com uma - ótima - gama de surfistas prestes a desfilar seus corpinhos....

Estaria o cinema nacional lembrando que os jovens também vão ao cinema?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

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Questões existenciais da saga Crepúsculo. Ou simplesmente uma opinião.

NOTA - LEIA: A crítica é sobre O FILME. ok? FIIILME! Pessoal do twitter, NÃO ME ENCHAM O SACO PORQUE O TEXTO ESTÁ FALANDO DO FILME. Deu para entender? FILME! Por isso a tag é "cinema". Entederam? Obrigadinha.

Faz um tempo que tenho algumas questões sobre Crespúsculo na minha mente que nunca dividi com ninguém, exceto com o namorado. Mas depois de assistir ao vídeo do Felipe Neto, me empolguei. Vou dividir com vocês também! Eba, se sintam super especiais com isso!

Ah sim, o vídeo em questão é esse.




A primeira vez que assisti Crepúsculo não fazia a menor ideia do que estava vendo. Vou todo final de semana no cinema, acabou que eu já tinha assistido todos os filmes em cartaz e tinha sobrado Crepúsculo. Então, esse foi o filme escolhido. Sem saber, eu e namorado fomos parar na ESTREIA de Crepúsculo, com o cinema lotado de menininhas gritantes de 15 anos. Tenho que confessar que não tem nada que eu detesto mais no cinema do que menininhas gritantes de 15 anos. Tá, tem. Casal se pegando nas cadeiras da frente. Hello, vai pro Motel!


Enfim. Fiquei sabendo por cima sobre o que era Crepúsculo pela minha irmã de 26 anos com alma de 15. Ela já tinha lido o livro e dito que a história de amor era a mais linda de todos os tempos. Nunca confio nisso, sou um pouco pé no chão com relação a "história de amor". Talvez por isso eu namore a quase 6 anos e muita gente sonhadora não passa do primeiro mês. Enfim de novo.


O que eu achei do primeiro Crepúsculo? Muita gente pálida e sem expressão. Meu Deus. Eu sou branca, mas Edward consegue ser mais. E isso me assusta um pouco, porque para mim pessoas muito brancas passam a impressão de geladas. (o blush é meu melhor amigo! \o/). Mas para qualquer pessoa que já teve qualquer tipo de relacionamento e já saiu da fase imaginária de colégio, Crespúsculo é irreal demais, até para um filme. Vamos ignorar o fato que é um pouco dificil você estudar com um vampiro. Mas você se apaixonar e confiar em um cara que te diz que é um assassino e arranca uma árvore na sua cara não é amor, é burrice.


De qualquer modo, assisti o Crepúsculo 2 e 3 também, pois como já disse, vejo todos os filmes. (inclusive aquele no qual Jim Carrey é um gay. Aposto que você nem viu esse filme em cartaz). Nesse fim de semana, fui com o namorado (companheiro de cinema) ver Eclipse. Sim, na estreia, mas ou você via Eclipse, ou Eclipse, já que já tinhamos visto todos os outros, inclusive Toy Story. Pegamos a sessão da meia noite, o que foi muito bom, pois tinha um público mais adulto e juro que não localizei nenhuma menininha gritante de 15 anos. O melhor disso? Ao invés de gritinhos e suspiros, muita risada. Sim, porque não tem como não rir de uma história onde um vampiro de 300 anos virgem pede a mão de uma estudante de 18 anos em casamento, leva trinta "nãos" na cara, insiste e ainda vê um muleque de 16 anos levar sua mina no papo. Porque, de boa, qual ser na face da Terra (ou de qualquer universo imaginário do qual os vampiros possam ter vindo) vai achar SUPER normal sua noiva ser encoxada por um cara seminu, que deixa claro que é mais "quente" que você, e ainda vai achar supimpa ele dar uns pegas na sua noiva na sua frente? Sendo que, além de tudo, você OUVE os pensamentos dele? E foi ELA que pediu. Meu Deus Edward, de que século MESMO você veio?


Eu não sei vocês, mas acho que mesmo que eu tivesse 15 anos não ia achar o Edward um principe, ia achar um corno manso.


Eu acho que o que me irrita em Crepúsculo é que venderam o filme da forma errada. O primeiro trailler que passou nos cinemas de Crepúsculo foi quase um teaser. Era Edward tentando matar o loiro do The OC que acabou com a vida da Marissa. Tipo, 30 segundos. Mostrava eles se pegando no chão e vinha o letreiro "Twilight". Lembro do comentário do namorado "Esse livro tá fazendo sucesso". Única informação que tive a respeito. Para chegar no dia e a tal cena da luta durar os exatos 30 segundos. Mostrasse Edward olhando para Bella sem falar nada num campo florido por 30 segundos que o teaser seria mais real e atingiria o público certo.


Os filmes da saga tem basicamente a mesma formatação: Edward e Bella com olhar de peixe morto no meio de um campo florido - algum vampiro mau quer matar Bella - Jacob quer pegar a Bella - Bella quer o Jacob e quer o Edward - Edward convoca a familia toda para acabar com o vampiro mau - Bella esquece Jacob - Edward pede Bella em casamento.


Esse filme eu xinguei muita gente. O Edward porque não sabe articular. Me dá aflição ele falar tudo com a boca fechada e beijar a Bella com uma cara de que tem alguém do outro lado enforcando ele. A Bella porque é muito chata, meu Deus, se você confiava no cara quando ele te disse que era um assassino, porque raios você não aceita logo a droga do pedido de casamento dele? E o Jacob porque parece aqueles muleques chatos e pegajosos de balada, que você diz que não quer, mas ele insiste. Comentei com o namorado que o último filme deve terminar com Jacob atacando a Bella sexualmente soltando um "eu sei que você quer, eu sei que você quer", não é possível. O menino é um retardado. Tenho medo de meninas que falam que são #TeamJacob. Vocês curtem pitboy de balada também? Sério. Eu teria muito medo se um cara falasse que iria lutar por mim até meu coração parar de bater. MEU PAI, ELE QUER ME MATAR!


Aliás, uma questão, hm, fisiológica. Um vampiro está morto, certo? É tipo um zumbi, sei lá, não tem sangue correndo pelas veias, tem? E não tem alma, certo? Como uma pessoa sem alma, em um romance, vai se apaixonar por alguém?! E toda aquela história de "almas gêmeas"?! E como uma pessoa sem sangue... errr... hmm... vai conseguir fazer o que a Bella tanto queria nesse filme? Sério. Não é preciso de sangue pra.... hmm.. o menininho funcionar? Fiquei confusa.


Ah é. Alguém me explica PORQUE Bella e Edward cismam em sentarem em campos floridos? Onde eles acham esses campos floridos, já que todo o resto do filme é escuro? Não tem formigas, abelhas, nada? Só eu que encontro bichos em todos os lugares? Que mancada...


Respeito quem gosta. Cada um tem sua fase. Eu já quis casar com o Nick dos Backstreet Boys, por exemplo. Aliás, estava lembrando agora: eu já quis casar com o Edson Celulari! Meu Deus, por que eu já quis casar com o Edson Celulari? O que eu tinha na cabeça?!


Mas para mim, Crepúsculo é simplesmente um ótimo filme para dar risadas. Porque tem umas tiradinhas irônicas que ganham de qualquer outro filme adolescente. Porque, apesar das intermináveis cenas paradas de Edward e Bella sentados num campo florido, dá para rir daquele menino preso no corpo de um marombado tentando roubar a namorada de um vampiro. Aliás, estou esperando empolgadíssima a cena na qual Jacob vai deitar de barriga para cima e pedir para Bella coçar a barriguinha dele. E ele, todo contente, vai abanar o rabo e sair correndo em busca de um graveto.



Agora, uma última mensagem. Mas para Felipe Neto. POXA FELIPE. Não rasga o livro. Doa para caridade, alguma menininha de 15 anos vai curtir a história. Bem ou mal, com qualidade ou não para os olhos de alguns, Crepúsculo está fazendo algo muito bom: tem um monte de adolescente realmente lendo livros! É ou não é um milagre?

domingo, 1 de novembro de 2009

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Uma visão sobre This is It - Michael Jackson



Perdemos um grande show. É o melhor comentário que podemos fazer ao assistir "This is It". A volta de Michael Jackson aos palcos estava sendo detalhadamente preparada, e o que poderiamos esperar é um show como o mundo não via há muito tempo.

O que vemos no filme é um Michael Jackson que os fãs já conheciam. Profissional. Educado. Amável. Perfeccionista. Criança. Um Michael Jackson que conhece profundamente suas músicas, cada nota, cada levada. Conhece o gosto de seus fãs. Conhece todos os passos de suas coreografias. Que briga com a equipe, exige que as coisas sejam feitas do jeito que ele escreveu. "É assim que os meus fãs querem ouvir". Mas que briga do jeito mais educado que uma pessoa pode brigar. "It's all for love. L.O.V.E.". Como não respeitar?

O filme é simples, direto. Faz direito o que se propõe a fazer. Mostra o ensaio das principais músicas (podemos perceber que algumas ficaram de fora, talvez uma jogada de marketing para o lançamento do DVD - Como Michael iria fazer um show sem Heal the World?) seguindo o set list original. E é nessa hora que o filme apaixonou os céticos, aqueles que criticavam, aqueles que não conheciam Michael Jackson. Pois ao mostrar o ensaio no seu estado bruto, mostra um Michael Jackson que, no alto de seus quase 51 anos não perdeu a voz e o rebolado. Michael ainda canta, ainda tem voz, ainda alcança as notas. Michael sabe todas suas coreografias, marca os passos como se estivesse contando até três. Simples assim. Natural. Não somente por ser algo que faz por 40 anos, mas por ser aquilo que ele melhor sabe fazer.

Em momento algum o filme cita o dia em que Michael nos deixou. Não foca em melancolia. Não é piegas. Como diz no inicio, é um filme feito para os fãs. Sendo feito para os fãs, foca naquilo que os fãs querem ver: Michael em ação. Uma pena, uma pena mesmo que não é um ensaio geral. Por muitos momentos, MJ se segura. Segura a voz. Segura os passos. Tudo para se poupar para os grandes shows, que nunca vieram. E é nossa hora que o coração aperta. "Estou poupando minha voz". "Nos vemos em julho". Mas logo em seguida MJ é levado pela emoção, e se joga em passos de Billie Jean. Se empolga no dueto com a [super]backing vocal em I Just Cant Stop Loving You e prova, de uma vez por todas, que não estava morrendo. Podemos ver um Michael feliz, se divertindo na grua que o faria chegar mais perto do público. Se divertindo com a nova filmagem de Thriller e Smoth Criminal. Dando espaço para que os novos de sua banda brilhem durante o show. E, como sempre, tentando salvar o mundo.

Michael tem uma consciência ambiental impressionante. De seu jeito, dá o recado: vamos parar de culpar "eles", assumir nossa culpa e cuidar de nosso planeta. Simples assim. Ah, se todos ouvissem Michael Jackson...



Tenho que confessar que o inicio do filme me encheu de lágrimas. Ver todos os bailarinos-fãs, sorrindo, felizes, comemorando estarem no palco com o rei. Ver MJ ensaiando com muito cuidado um show que nunca iria acontecer. Mas as lágrimas logo passam, quando você entra no clima do ensaio e se sente mais um bailarino, babando, olhando para o palco, enquanto Michael Jackson dá seu show. E o filme te deixa com uma sensação de "quero mais". Cem minutos é muito pouco. Quero mais música. Mais coreografia. Mais Michael Jackson. Quero o segundo verso de Black or White. Quero Man in The Mirror inteira. Quero Moonwalk. Quero MJ vivo para nos mostrar tudo o que ele queria!

Infelizmente, ficaremos querendo. This was supposed to be it. Presenciamos o ensaio de um show perfeito, que nunca foi. The greatest show on earth. E, além de tudo, perdemos o melhor artista da história. O mais completo. O único que escreve, compõe, dirige, coreografa, atua. O único que consegue mandar no diretor de seu show (Ortêêêga) sem que esse ao menos perceba. Perdemos um dos seres humanos mais humanitários do mundo, que simplesmente queria levar mais amor para as pessoas. Queria que o homem voltasse a sua essência, se respeitasse. Queria salvar o mundo. Um artista pop completo, que canta. Playback, o que é isso? Michael Jackson é cantor. Tem voz. Conhece o palco como ninguém. Conhece sua potência, sua força. Sabe que é bom. E sabia que estava fazendo o melhor show que o mundo poderia ver. Infelizmente, ficaremos na imaginação. Pois outro Michael Jackson não nascerá. This is it.




Algumas dicas:
- Fique até o fim dos créditos! Há duas cenas depois que as letrinhas acabam, além da música de fundo ser Heal The World ao vivo.
- Ainda não viu? Vá ver o filme. Vale cada centavo.
- Já viu? Veja de novo. É o que farei ;)